Jesus, rodeado da multidão, continua a falar em parábolas. As que hoje nos apresenta são mais algumas pérolas preciosas que devemos refletir, partilhar, traduzir para a nossa vida, adaptá-las ao nosso relacionamento com os outros, para que não desperdicemos o bem só porque em determinada altura se afigurou o mal ou prevendo sacrifício e sofrimento; ao invés, sejamos resilientes diante das intempéries e adversidades, sabendo que é Ele que vai na condução da barca.
Domingo XV Tempo Comum – ano A – 2026
Se guardamos a vida para nós, por receio de não sermos suficientemente compensados ou por que não queremos ser bonzinhos e outros possam escarnecer da nossa generosidade, então desperdiçamos a vida. Guardar os dons, atrofia-nos, deixa-nos raquíticos. Limitamos a vida ao mínimo e Jesus chama-nos à abundância.
Domingo XIV Tempo Comum – ano A – 2026
Ao mistério de Deus (e do Homem) só acedemos pela humildade, pelo coração. A verdadeira sabedoria será o aceitarmos a nossa limitação e colocar-nos em atitude de contemplação perante o que não compreendemos, sabendo que as palavras são necessárias mas por vezes insuficientes.
Domingo XIII do Tempo Comum – ano A – 2026
a exclusividade de Jesus é inclusiva, ainda que inclua a renúncia. Fazer uma opção é renunciar a outras. Sempre que escolhemos um caminho recusamos todos os outros possíveis. Quando escolhemos alguma pessoa abdicamos das outras. É, por exemplo, assim no matrimónio (cristão). É assim nos grandes amores: ama-se alguém com um amor maior, acima e além de todos os outros amores que possam fazer parte da nossa vida. Amor maior que se torna único no mundo. Quando o amor é sério, autêntico, honesto. É fácil amar muita gente sem amar ninguém em concreto. Mais difícil é amar uma pessoa como única, como amor único, de tal que se está disposto a tudo, disposto até a dar a própria vida. Foi assim que Jesus procedeu connosco. Amou apenas o Pai e amando o Pai amou-nos unicamente a nós!
Domingo XII do Tempo Comum – ano A – 2026
Não temais! Vinde a Mim todos os que andais cansados e oprimidos e Eu vos aliviarei! Não temais, Eu venci o mundo! Não temais, pequenino rebanho! Eu estarei convosco até ao fim dos tempos. Ide, Eu vos envio como cordeiros para o meio dos lobos!
Solenidade da Santíssima Trindade – 2026
Somos diferentes, mas podemos comungar do que é essencial, vivendo de acordo com a nossa origem e com a nossa finalidade: Deus.
Solenidade de Pentecostes – ano A – 2026
O Pentecostes mostra como facilmente se vive a unidade, a assembleia, no acolhimento do Espírito. Todos compreendem a linguagem da caridade e do bem, todos compreendem na sua própria língua. Não são precisos tradutores. Ainda que sejamos diferentes, ainda que falemos línguas diversas.
Solenidade da Ascensão do Senhor – ano A – 2026
Ficar a olhar para o céu, de braços cruzados, nunca será solução. Choverá quando Deus quiser e do mesmo modo fará sol. Não adianta ficarmos a cismar, ou a rezar para que Deus faça a nossa vontade.
A oração, sem dúvida, é uma oportunidade de acolhermos o Espírito que vem de Deus, tomando consciência da nossa identidade, da nossa pertença comum, e, simultaneamente, far-nos-á sentir mais próximos uns dos outros, pois quanto mais estivermos próximos de Deus, que é Pai de todos, mais estaremos em relação aos irmãos.
Domingo VI da Páscoa – ano A – 2026
“Não vos deixarei órfãos: voltarei para junto de vós. Daqui a pouco o mundo já não Me verá, mas vós ver-Me-eis, porque Eu vivo e vós vivereis… Eu pedirei ao Pai, que vos dará outro Paráclito, para estar sempre convosco: Ele é o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê nem O conhece, mas que vós conheceis, porque habita convosco e está em vós”.
