Homilias

É significativa a forma como Jesus explicita o discipulado. Amar, viver e testemunhar Jesus, são verbos e compromissos interligados. Não existe uma definição cabal do que é o amor. Este não é palpável, visível a olho nu, no entanto, visualiza-se pelas atitudes…

«Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

O quarto Domingo de Páscoa é o Domingo do Bom Pastor, Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Os textos propostos falam-nos de Deus como Pastor que apascenta o Seu rebanho através de mensageiros, juízes, profetas e reis, e, finalmente, através do Seu Filho Jesus.

Ao longo do tempo, a Igreja é comparada a uma barca, a nova Arca da Aliança. Como analogia, também as redes, que não se rompem. O mandato de Cristo é óbvio, de noite ou de dia, lancemos as redes para a pesca. A abundância não depende de nós, mas d’Ele, cabe-nos lançar as redes.

O Segundo Domingo de Páscoa é, desde 2000, o Domingo da Divina Misericórdia, por decisão de São João Paulo II, respondendo ao apelo e mensagem de Nossa Senhora, através da religiosa e mística polaca Santa Faustina Kowalska, canonizada a 30 de abril desse ano.

Santa Páscoa a todos vós, filhos amados de Deus. Deixemos no sepulcro, o egoísmo, a prepotência, a sobranceria, a inveja, o ódio, as mágoas; ressuscitemos com Jesus para a verdade, alegria, bênção, diálogo e paz, partilha, comunhão, solidariedade, caridade.

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor faz emergir dois momentos importantes na vida de Jesus, expressão da nossa própria vida, a alegria, temperada pelo reconhecimento e proximidade dos amigos, e o momento das trevas, da ofensa e da morte.

No quinto Domingo da Quaresma é-nos apresentado o encontro de Jesus com a mulher apanhada em flagrante adultério. Como diria Santo Agostinho, a Misericórdia encontra-se com a miséria. Jesus envolve-nos na bondade e na ternura.

A liturgia da Palavra que hoje temos a dita de refletir, mormente o Evangelho de São Lucas, coloca a descoberto a compaixão de Deus Pai. É grandiloquente a parábola tradicionalmente conhecida como “do filho pródigo”, ainda que seja o Pai misericordioso que preenche todo o texto.

Vão contar a Jesus que Pilatos tinha mandado matar certos galileus juntamente com as vítimas dos sacrifícios que imolavam. Queriam uma condenação. Jesus, ao invés de emitir um juízo de valor, desafia-os para olharem sobretudo para si mesmos.