Homilias

m espiral, no início deste novo ano litúrgico, com o primeiro Domingo do Advento, que nos coloca na preparação e celebração do nascimento de Jesus, a Palavra de Deus serve-nos, novamente, um discurso apocalíptico, sobre o fim…

Proposta de reflexão para a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo que Se afirma, não pelo poder, mas pelo despojamento, numa vida dada, totalmente, para que tenhamos vida em abundância.

Ao aproximar-se o final do ano litúrgico, os textos da Eucaristia remetem-nos para a plenitude dos tempos, não como ameaça, mas como desafio à conversão e empenho a favor dos outros, na certeza da salvação de Deus.

Jesus alerta para a hipocrisia dos doutores da Lei que não vivem em conformidade com o que ensinam e impõem aos outros. Exemplo de fé e humildade, a viúva que deita duas moedinhas no tesouro do Templo.

No caminho da nossa santificação, o decisivo não é saber de cor e salteado os mandamentos, os princípios e as fórmulas, mas amar, estarmos dispostos a seguir Jesus, a imitá-l’O, na cumplicidade com o Pai, no serviço aos irmãos.

No 30.º Domingo do Tempo Comum, ano B, o Evangelho narra a cura do cego de nascença. Jesus está no caminho, a sair de Jericó, e o cego, à beira do caminho, grita: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim».

Os discípulos levaram tempo a compreender a mensagem de Jesus. O seguimento far-se-ia na expectativa do sucesso e da bonança. Jesus acentua a inevitabilidade da Cruz e do sofrimento, por amor à verdade e à vida.

O homem cumpre os mandamentos, mas vive-os como um fardo. Jesus olha para ele e responde-lhe: «Falta-te uma coisa: vai vender o que tens, dá o dinheiro aos pobres e terás um tesouro no Céu. Depois, vem e segue-Me».

No princípio, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa, e os dois serão uma só carne. Deste modo, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.

Ver os outros, não tanto como adversários, concorrentes ou inimigos, mas como irmãos, pois filhos do mesmo Pai. O ciúme e a inveja roem a fraternidade que Jesus vem instaurar e cimentar.