Arquivo: Sermon

Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo – ano C – 2025

A realeza de Jesus Cristo que hoje temos a dita de celebrar assenta no Amor, na doação por inteiro, na entrega da vida a favor dos outros. É uma realeza frágil, exposta, carente, dependente do acolhimento e da aceitação alheia. Não é imposta e não vive pela força, pelas armas, pela persuasão coerciva, pelo estatuto social, cultural, político ou religioso. Impõe-se unicamente pelo serviço, pelo testemunho, como lâmpada que se acende para irradiar Luz.

Domingo XXXIII do Tempo Comum – ano C – 2025

No final de tudo, o que importa não é o que tenhamos amealhado, produzido, desenvolvido, os títulos que prefixam o nosso nome, o estatuto convencional, mas o amor, a forma como lidámos com o nosso semelhante, com aqueles que Deus colocou na nossa vida e que nos confiou para cuidarmos. Só isso vale, só isso, em definitivo, é decisivo. Claro que, em tudo o que fazemos, podemos e deveremos colocar o melhor de nós para que sejam tradução do amor que Deus nos tem e que traduzimos e concretizamos com os outros.

Dedicação da Basílica de são João de Latrão

Quando não houver espaços sagrados, nem tempos dedicados, deixamos de ser o que somos: pessoas, seres em relação com um mundo que vai além do nosso olhar. Há um mundo interior que nos protege dos outros, quando necessário, e que fundamenta a nossa individualidade, melhor, a nossa identidade. Esta forja-se em dois movimentos: o que nos diferencia e o que nos aproxima dos outros. Somos o que somos no confronto com o que os outros são. Se só existíssemos nós, não saberíamos o que somos, ou quem somos, ou o sentido da nossa estada neste mundo.

Domingo XXX do Tempo Comum – ano C – 2025

A lógica é a da sempre. Na oração e na vida. Na fé e em tudo o que nos liga aos outros, diante de Deus. Humildade. Abertura. Serviço. Amor. Partilha de bens e de dons. Comunhão de irmãos em Cristo Jesus. Ele estará connosco. Até ao fim dos tempos. Sempre que estivermos ao serviço dos irmãos, sempre que em Seu nome nos reunirmos e fizermos o bem.

Domingo XXVIII do Tempo Comum – ano C – 2025

O amor exige amor. E o bem realizado provoca a gratidão. A gratidão só é possível partindo da humildade e do reconhecimento do bem que o outro nos faz. Quem agradece abre-se ao dom alheio, disponibiliza-se a valorizar o que recebeu, comunicando. Em muitas situações da vida, o melhor agradecimento está em usar bem o que se recebeu.

Domingo XXVI do Tempo Comum – ano C – 2025

A fé, o compromisso com Cristo, obriga-me. Obriga-te. Compromete-nos. Aquele que quiser ser o maior seja o servo de todos. Só seremos verdadeiramente discípulos se e quando nos identificarmos com o Mestre, que dá TUDO e Se entrega TOTALMENTE a nós, dá-nos o próprio Céu como herança.

Festa da Exaltação da santa Cruz – 14 de setembro de 2025

Ainda há correntes religiosas que não aceitam que Jesus Cristo tivesse sido morto e muito menos numa cruz. As representações da figura de Jesus é romantizada com belíssimas passagens, mas numa em situação de sofrimento, de fragilidade ou de morte na cruz. Ora, se Jesus não tivesse sido morto, tudo seria uma encenação, um faz-de-conta, e que colocaria em causa toda a pregação de Jesus.