Homilias

A nossa reação imediata a esta afirmação seria: às vezes ou depende das situações (a perdoar). Somos frágeis e limitados. Somos peregrinos, estamos em andamento, a caminhar.

«Se meu irmão me ofender, quantas vezes deverei perdoar-lhe? Até sete vezes?» Pistas de reflexão para o XIV Domingo.

O amor é o fator essencial e imprescindível no ser humano. Não é a biologia! Nem a vontade! Nem a liberdade! Sim, também são dimensões que interagem e que nos humanizam, permitindo a construção da sociedade.

“E vós quem dizeis que Eu?” Ressoa ainda a pergunta feita aos discípulos, momentos antes, proclamada há oito dias na Eucaristia, através da qual Jesus espera de nós uma resposta pessoal e comprometida. Pedro ajuda-nos.

Os discípulos, mesmo que tenham filtrado a informação, não se comprometem com o que é dito pelas pessoas do povo: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas».

Jesus, com os Seus apóstolos, continua a percorrer cidades e aldeias, vilas e lugarejos. Desta feita para os lados de Tiro e Sidónia, lugares pagãos e, por conseguinte, sinal que Jesus não se limita às fronteiras do judaísmo.

Em Maria, Mãe de Jesus, cumprem-se as promessas de Deus. N’Ela vem habitar a força do Espírito Santo, assumindo-A por inteiro, para Se tornar, com o Seu sim, Mãe do filho de Deus, do Deus connosco. A morada de Deus entre os homens é, antes de mais e por maioria de razão, Maria, desde sempre escolhida, desde sempre consagrada para ser a Mãe do Messias.

Esta imagem tem servido de inspiração para alguns alertas feitos em Igreja, como barca, a barca de Pedro, no meio de um mar revolto, entranhada no mundo e em correlação com o contexto social, cultural e político de cada tempo.

Os discípulos concluíram rapidamente que era insustentável fazer com que cinco pães e dois peixes desse para tanta gente! Jesus toma o nosso contributo e multiplica-o.

O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora.